Bioeconomia Circular: Como os resíduos orgânicos podem salvar os solos nacionais

Portugal desperdiça anualmente milhões de toneladas de resíduos e subprodutos biodegradáveis que poderiam desempenhar um papel estratégico na regeneração dos solos e no desenvolvimento da bioeconomia nacional, num contexto marcado pela degradação da fertilidade dos solos, pela dependência de fertilizantes importados e pelo agravamento das alterações climáticas. A transição de um modelo linear para uma Bioeconomia Circular surge como resposta a este desafio, ao permitir que biomassa e biorresíduos regressem à cadeia de valor como corretivos orgânicos, biofertilizantes, energia e bioprodutos, reforçando a autonomia e a resiliência da agricultura. A existência de tecnologia e de exemplos nacionais de valorização de resíduos demonstra que o desperdício pode tornar-se recurso, desde que apoiado por infraestruturas regionais capazes de garantir qualidade, controlo e eficiência nos processos, através de soluções como a compostagem e a digestão anaeróbia, evitando riscos de contaminação dos solos. A estratégia de produtos da LIPOR atua neste sentido e a gama de produtos Nutrimais é um exemplo de sucesso. Aceda a reportagem completa publicada pela Revista Voz do Campo, aqui.